Resogun – Análise

Resogun“Save the last humans”, esta é a frase que se ouve assim que se inicia um nível de Resogun. Este jogo é super viciante, aliás, posso até dizer que é por essa razão que só agora é que faço a sua crítica, estou viciado.

Tal como a frase sugere, o objectivo é salvar os últimos humanos que sobreviveram neste mundo pós-apocalíptico. Naves extraterrestres tentam impedir que o faças a todo o custo surgindo de todos os lados nas cidades circulares em ruínas. Cada vez que surge um grupo de naves especial chamados “Keepers” abre a oportunidade de salvar mais um humano, o jogo informa dessa situação sendo que as naves surgem com uma aura verde associada. Para salvar um humano basta “pegar” nele e levá-lo a um dos dois “pods” que estão em sítios opostos. Cada vez que se salva um humano ganha-se um bónus que pode ser desde um escudo temporário a uma vida extra, a voz feminina do jogo informa do bónus adquirido.

Há 10 humanos para salvar em cada cidade que estão aprisionados em pequenas “casas” quadradas acima do solo. Quando aparecem os keepers, o humano respectivo (cada conjunto de keepers salva um humano definido) fica eufórico dentro do seu quadrado, portanto, já se sabe qual se vai salvar. Quando por algum motivo não se salva o humano respectivo, não conseguimos matar os keepers ou outra situação, fica a vermelho no pequeno gráfico no canto superior esquerdo.

Cada nível está dividido em três zonas com grau de dificuldade crescente. Ao matar inimigos, no fundo do ecrã vai enchendo uma barra, quando chega ao final surge o famoso Boss. Cada boss tem os seus poderes que vão desde disparos simples, passando por mísseis guiados ou até separando-se em mil pedaços. A estratégia base dos bosses passa por disparar tudo o que se tem e desviar do que ele manda, não há muita inteligência neste campo. Por falar em inteligência, pode-se dizer que este jogo não tem qualquer tipo de inteligência artificial. Quando maior o nível de dificuldade, mais naves aparecem, mas todas fazem o mesmo da mesma forma.

As armas podem ser divididas em três grupos, o turbo, em que a nave atinge uma grande velocidade e que destrói os inimigos passando por dentro deles e quando acaba emite uma espécie que impulso electromagnético que também destrói as naves inimigas. O Overdrive que é a super-arma que vai enchendo à medida que se mata inimigos e se apanha os pequenos cubos verdes, quando é disparada um enorme raio sai da nave e o tempo fica em câmara-lenta, tudo que aparece à frente desaparece. E finalmente a arma da nave que começa por ser um simples laser, mas que vai sofrendo melhoramentos ao longo do jogo. Também há as bombas que destroem tudo o que encontram pela frente e limpa o terreno de jogo, no entanto têm um número bastante reduzido, têm de ser usadas com inteligência.

Há três naves diferentes, cada uma com a sua especialidade, uma tem um turbo muito grande e é ágil, outra tem um Overdrive longo mas move-se com a graciosidade de uma banheira, a outra é a meia medida, nem muito forte, nem muito forte. As seis cidades são circulares, cada uma com o seu design peculiar, umas com pontes, outra a faltar partes de pavimento. Por vezes vê-se partes da cidade a desabar em milhares de pequenos píxeis, o que faz um bom efeito visual.

A jogabilidade é aceitável, mas por vezes devido ao enorme número de inimigos a morrer, o ecrã fica cheio de efeitos de luz e não se consegue ver o disparo que vem direito à tua nave, um conselho movam-se o mais que puderem, embora nem sempre seja fácil ou praticável.

Uma nota final para quando termina um nível, a nave circula pela cidade a uma velocidade estonteante e há uma explosão de luz e cor enquanto a cidade fica reduzida a cinzas.

A longevidade do jogo só por si não é grande, mas o elevado número de troféus disponíveis aumentam em muito essa longevidade. Sim, este jogo free para quem tem Plus, tem troféu de platina. Outro factor que aumenta a longevidade é a competição pela liderança dos tops mundiais de pontos.

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