Watch Dogs – Análise

A cidade é Chicago, o tempo é num futuro não tão longínquo, onde tudo está ligado a todo o lado. Os semáforos estão ligados aos multibancos, os painéis electrónicos estão ligados à rede de telemóvel que também está ligada aos semáforos e aos caros e às portas e às câmaras de vigilância, está tudo interligado. Nós somos um hacker, talentoso ou não, depende do ponto de vista, utilizamos um smartphone para comandar tudo. Nós conseguimos comandar tudo a partir do nosso telefone. A vida de todos está online, com o detector de perfis basta apontar o telefone a uma pessoa e sabe-se a sua profissão, se tem dinheiro na conta bancária, etc.

Quem conhece o Grand Theft Auto (GTA) não pode deixar de notar algumas parecenças com o modo de jogo, open world, fugir à polícia, entrar no esconderijo e dormir umas horas até que a confusão acalme e até alguma semelhança nas missões. E falando em missões são muitas e variadas, no entanto ao fim de algum tempo tornam-se repetitivas, fugir diversas vezes à polícia, acabar com um gang, perseguir um carro ou roubar dados de computadores são algumas das missões principais. As missões secundárias contam com um jogo de bebida (muito difícil por sinal, possivelmente o troféu mais difícil do jogo), encontrar uns telemóveis espalhados pela cidade, encontrar códigos QR, etc. Todas estas missões aumentam em muito o tempo de vida do jogo, salvaguardando a repetibilidade das mesmas.

Os carros, motas e barcos do jogo são todos diferentes entre si, fazendo os seus barulhos e estilo de condução únicos. Os carros para offroad são mais difíceis de conduzir em alcatrão, os carros desportivos são divertidos de conduzir, mas o controlo é mais reduzido, as motas são diferentes de tudo o resto, mas a alta velocidade esbarrar contra um carro ou uma parede é a morte do artista. Os camiões são difíceis de conduzir, lentos e pastelões, mas levam tudo à frente.

A nível gráfico está irrepreensível, as sombras estão todas no sítio certo notando-se apenas alguma pixilização quando a visão do jogo está mais de lado. A física está espantosa, as gotas de água a cair nos lagos e poças até fazem o efeito de ondas, de mal também posso dizer a água, por vezes ao andar pelas poças parece que são feitas de gelo, a água não se mexe, embora de oiça o chapinhar.

A nível de áudio, só posso dizer bem, embora as músicas sejam aborrecidas para o final do jogo (farto de tanta repetição), são pelo menos 64 diferentes (há um outro troféu que é encontrar as 23 que não estão desde o início do jogo utilizando uma app do telefone). O som das armas é realista o suficiente, disparar uma AK é diferente de uma 9mm que é diferente de uma Uzi com silenciador. As buzinas dos carros é que podiam ser mais imaginativas, os carros são quase todos iguais e os camiões também.

A jogabilidade é a normal neste tipo de jogos, a condução é fácil de aprender, depois é sempre mais do mesmo. Cair de alturas é morte certa, ser apanhado pela polícia também, eles disparam primeiro e fazem perguntas depois, falhar um objectivo da missão reinicia a missão que pode ser abandonada ou reiniciada manualmente se não está a correr bem. Roubar um carro no início significa partir o vidro, há civis que vêm o que estás a fazer e ligam para a polícia, mais tarde tens uma chave mestra que abre tudo e já não há esse problema. Se um civil te vir bater em alguém, fazer carjacking, ouvir disparos ou qualquer outra coisa ilegal pode chamar a polícia, nesse momento podes bloquear as comunicações, atropelar a pessoa (só um pequeno encosto), ameaçar a pessoa ou matá-la (não recomendado, perde-se reputação e pode até outra pessoa chamar a polícia).

A inteligência artificial está qb, nem muito difícil nem muito fácil, os inimigos não te querem apenas matar de todas as maneiras possíveis, encontram estratégias para te matar, ou vão por um lado ou por outro, ou encurralam-te num sítio que não podes fugir, há muitas formas deles te matarem. A forma mais parva de morrer é quando se está a saltar de câmara em câmara e aparece um inimigo e começa a disparar, enquanto se sai da vista e se olha para o inimigo já estamos mortos.

Finalmente o modo multiplayer, a joia da coroa do Watch Dogs, desde que a consola esteja ligada à internet, estamos a jogar em multiplayer. Se se fizer um hack a um trabalhador da Blume (empresa responsável pelo ctOS, o software que gere a cidade e que tudo o que nos rodeia no jogo), o mais provável é iniciar um contrato para te fazerem um hack. Esse desafio pode acontecer em qualquer sítio a qualquer hora, e se formos nós o alvo a única forma de nos “salvarmos” é descobrir quem é o hacker e onde ele está escondido, fora isso estamos, literalmente, tramados. Se formos nós a iniciar o hack, podemos aceitar ou não e até temos tempo para nos esconder. Este é o modo mais interessante, claro que também há outros, como as corridas online, as fugas, etc.

Em resumo, só pelo modo multiplayer, o jogo já merece ser comprado, se adicionarmos a longevidade do jogo, a diversidade das missões, os efeitos visuais, então este jogo merece ser jogado se gostarem do género GTA, senão não vale a pena gastar dinheiro. O jogo deve ser no mínimo experimentado. Este jogo tem o selo de recomendação!

2 thoughts on “Watch Dogs – Análise

  1. Hinnye! Hogy miket nem átallott írni hirtelen felindulásból ez a gonosz intergaktikus kritikus. Abcúg, Odo, le vele!Közfelkiáltással bannoljuk ki innen! Anonim Al… koholista helyett …akváltó

  2. I love your mood board! The colours you picked out are fantastic! I love me a good greige! I’m head over heels for the sofa too! I think this room will be beautiful when it’s all done. Can’t wait to follow along. But yeah, the curtain thing is just plain weird.[]

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